| Dinos em frente ao Bar D. Cecília e S. Antônio |
Pesquisando, descobrimos que, com 79 edições, a "Feira do Troca" surgiu da iniciativa um casal de professores da UnB, que, na década de 1970 foram se refugiar no lugar por causa da perseguição da ditadura militar. Eles se depararam com a pobreza dos moradores e tiveram a ideia de, com amigos de Brasília, juntar roupas e utensílios. Em vez de doar, propuseram trocar por artesanato ou produtos agrícolas para incentivar a produção local. A feira é realizada duas vezes por ano, mas não tem mais só troca. Os artesãos da cidade passam seis meses confeccionando peças para serem vendidas nessa época.
| D. Cecília e S. Antônio nos receberam assim que chegamos. No seu bar, eles servem mais 300 tipos de cachaça. Por ali ficamos e almoçamos. |
| Este é o Chico, que conhecemos lá. Ele almoçou conosco. |
| Puff, fingindo que está falando no celular, mas querendo mesmo mostrar sua moto nova. |
Mais sobre Olhos D'água:
No fim da tarde fomos brindados com uma bela apresentação de flauta, no coreto da praça. Para nossa surpresa, descobrimos que as fautas eram feitas de papel. Esse projeto é desenvolvido na cidade pelo Peninha, a quem tivemos o prazer de conhecer.
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| ComTradição www.comtradicao.com.br |
À noite comemos pizza no restaurante ComTradição. Um lugar lindíssimo e de muito bom gosto, que o casal Paulo César Machado e Ana Nunes Barbosa começaram a construir há quatro anos. Há seis meses, o casarão é a residência e o restaurante dos sonhos deles. Sonho que pretendiam consolidar em Pirenópolis, onde tiveram uma creperia na Rua do Lazer entre 2001 e 2003. Interromperam os planos por causa da alta dos preços dos imóveis e do custo de vida no município, que se tornou o principal destino turístico brasiliense nos fins de semana e feriados prolongados. Ele deixou as redações de rádio e TV de Brasília e, ela, a Câmara dos Deputados, onde trabalhou como fotógrafa por 20 anos.
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| http://tocadoalemao20015.blogspot.com.br/ |
Ficamos hospedados na Pousada da Dona Dedé, "Coisas de Olhos". A casa é lindíssima, com três quartos e um banheiro, fica de frente à praça principal. Móveis e prédio são em estilo colonial. Dona Dedé, na verdade é Edelvais Jeker, que trocou um apartamento na 405 Sul por uma casa antiga com quintal imenso, em Olhos D’água, há 11 anos. Até então, levava uma vida frenética, conciliando as funções de servidora pública na Esplanada dos Ministérios e da empresa de bufê que comandava. Com 59 anos e aposentada, ela reformou a casa no povoado de Alexânia e passou a se dedicar ao artesanato e à sua pequena pousada, onde ainda funciona uma loja de produtos feitos por artistas locais. Ela e outros forasteiros de Brasília fazem de tudo para estimular os nativos a conservarem seus costumes e a se sustentar com sua cultura, sem agredir o meio ambiente.
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| D. Dedé |



O mais fotogênico é o Chico!!!
ResponderExcluirEu vou comprar uma coruja e mandar fazer um estágio com dona Cecília, garanto que ela, a coruja, sai de lá falando ao menos dois idiomas.
ResponderExcluirMas, pelo amor de Deus: Não compra um papagaio! Porque esse sai de lá poliglota!
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