quarta-feira, 26 de junho de 2013

4 anos sem Michael Jackson

Há exatos quatro anos atrás, as atenções de todo o mundo estavam voltadas para o falecimento do Rei do Pop, Michael Joseph Jackson. 
Quando criança, Michael e seus irmãos foram vítimas da violência e do abuso psicológico de seu pai e da apatia de sua mãe. 
Michael começou a cantar aos cinco anos de idade, formando com seus irmãos o Jackson 5, mas logo enveredou para a carreira solo, sendo o seu segundo álbum, Thriller (1982), o mais vendido e popular da história: 110 milhões de cópias em todo o mundo. 
Michael foi um notável filantropo e humanitário, doando milhões de dólares durante toda a sua carreira à causas beneficentes, no entanto, aspectos voltados à sua aparência e à sua vida pessoal foram muito mais lembrados do que a Campanha USA for África, que realizou em parceria com Lionel Richie e Quincy Jones e cujos lucros foram revertidos para reduzir a mortalidade e a fome no continente africano.

Teve o cabelo incendiado; submeteu-se a um tratamento intensivo de hidroquinona na esperança de disfarçar as marcas deixadas pelo vitiligo; foi diagnosticado com lúpus e viciou-se em analgésicos; casou-se com Lisa Marie Presley (1994), a filha do Rei do Rock, Elvis Presley; foi acusado e julgado por abuso sexual de menor (2005), contudo,  foi absolvido por falta de provas, herdando "apenas" um quadro de depressão profunda.
Em suas músicas, cantou o amor, clamou pela paz, pediu que protegêssemos as crianças, que fizéssemos deste mundo um lugar melhor para nossos filhos e para os filhos dos nossos filhos. E é por tudo isso que ele tem que ser lembrado. 
Há quatro anos a mídia mundial nos massacrou com a dor do adeus ao astro. Imagens da tristeza de seus filhos, sua família, seus amigos e seus fãs foram exploradas durante meses. Sem falar da busca de um culpado para sua morte, como se isso servisse de consolo para aqueles que sofriam com sua ausência. 
E hoje, por ironia do destino, aqui no Brasil não houve lembrança de morte do Rei do Pop, que tanto clamou pela paz mundial. Mas, por que falar de paz, ou de amor, ou de música, ou de esperança neste momento em que a nação brasileira vive dias protestos, ditos pacíficos e apartidários, em busca do passe livre e do fim da corrupção? Protestos esses, liderados pelo Movimento Passe Livre (uma vida sem catracas!),  que teve o mérito dos R$ 0,20, mas carregará para sempre o estigma da violência, da depredação do patrimônio público, dos saques e arrastões. 

Prefiro lembrar Michael Jackson. E eu me lembro dele cantando assim:
Nós queremos fazer deste mundo um lugar melhor para nossos filhos
 e para os filhos dos nossos filhos.
 Para que eles vejam que este é um mundo melhor para eles.
 E saibam que podem fazer deste um lugar ainda melhor.
Há um lugar no seu coração, que eu sei que é amor
 e que pode ser ainda mais brilhante amanhã. 
E se você realmente tentar, 
perceberá que não há necessidade de chorar,
 pois neste lugar você não sentirá mágoa ou tristeza. 
Há caminhos para chegar lá. 
E se você se importa o suficiente com a vida, 
crie um pequeno espaço, crie um lugar melhor.
 Cure o mundo e faça dele um lugar melhor,
 para você, para mim e para toda a raça humana. 
Pessoas estão morrendo.
 E se você se importa o suficiente com a vida, 
faça do mundo um lugar melhor para você e para mim. 
O amor não pode mentir. 
O amor é forte e só nos dá dádivas. 
Se tentarmos, veremos que é uma benção. 
E não sentiremos medo ou temor. 
Paremos o existir e comecemos o viver!
 E sentiremos que o amor é suficiente para crescermos! 
E o sonho em que fomos concebidos revelará um rosto alegre!
E o mundo em que acreditamos brilhará novamente em graça!
Então por que continuamos sufocando a vida?
 Ferindo a terra, crucificando a alma?
Está claro que este mundo é divino, é a luz de Deus. 
Crie um mundo sem medo e juntos choraremos lágrimas de alegria. 
E veremos as nações transforarem suas espadas em arados.
 Se você se importa o suficiente com a vida,
 faça um pequeno espaço para fazer um lugar melhor". 

Por Inês Mendes.

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