Michael começou a cantar aos cinco anos de idade, formando com
seus irmãos o Jackson 5, mas logo enveredou para a carreira solo, sendo o seu
segundo álbum, Thriller (1982), o mais vendido e popular da
história: 110 milhões de cópias em todo o mundo.
Michael foi
um notável filantropo e humanitário, doando milhões de dólares durante toda a
sua carreira à causas beneficentes, no entanto, aspectos voltados à sua aparência
e à sua vida pessoal foram muito mais lembrados do que a Campanha USA for
África, que realizou em parceria com Lionel Richie e Quincy Jones e cujos lucros
foram revertidos para reduzir a mortalidade e a fome no continente africano.
Teve o cabelo incendiado; submeteu-se a um tratamento intensivo de hidroquinona na esperança de disfarçar as marcas deixadas pelo vitiligo; foi diagnosticado com lúpus e viciou-se em analgésicos; casou-se com Lisa Marie Presley (1994), a filha do Rei do Rock, Elvis Presley; foi acusado e julgado por abuso sexual de menor (2005), contudo, foi absolvido por falta de provas, herdando "apenas" um quadro de depressão profunda.
Em suas
músicas, cantou o amor, clamou pela paz, pediu que protegêssemos as crianças,
que fizéssemos deste mundo um lugar melhor para nossos filhos e para os filhos
dos nossos filhos. E é por tudo isso que ele tem que ser lembrado.
Há quatro anos a mídia mundial nos massacrou com a dor do adeus ao astro. Imagens da tristeza de seus filhos, sua família, seus amigos e seus fãs foram exploradas durante meses. Sem falar da busca de um culpado para sua morte, como se isso servisse de consolo para aqueles que sofriam com sua ausência.
Há quatro anos a mídia mundial nos massacrou com a dor do adeus ao astro. Imagens da tristeza de seus filhos, sua família, seus amigos e seus fãs foram exploradas durante meses. Sem falar da busca de um culpado para sua morte, como se isso servisse de consolo para aqueles que sofriam com sua ausência.
E hoje, por
ironia do destino, aqui no Brasil não houve lembrança de morte do Rei do Pop,
que tanto clamou pela paz mundial. Mas, por que falar de paz, ou de amor, ou de
música, ou de esperança neste momento em que a nação brasileira vive dias protestos, ditos pacíficos e apartidários,
em busca do passe livre e do fim da corrupção? Protestos esses, liderados pelo
Movimento Passe Livre (uma vida sem catracas!), que teve o mérito dos R$
0,20, mas carregará para sempre o estigma da violência, da depredação do
patrimônio público, dos saques e arrastões.
Prefiro
lembrar Michael Jackson. E eu me lembro dele cantando assim:
Há um lugar no seu coração, que eu sei que é amor
e que pode ser ainda mais brilhante amanhã.
e que pode ser ainda mais brilhante amanhã.

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